Perrengues de viagens: PUERTO VARAS, CHILE

Nada como uma aventura para deixar a viagem mais empolgante e emocionante, foi com esse pensamento que acordamos naquela manhã, “partiu subir o vulcão“, tudo bem que era um vulcão adormecido e que não iriamos até o topo, mas mesmo assim, não é todo dia que se sobe em um desses, né? Tudo ocorria como o planejado, a agência de turismo (Turistour) nos buscou na hora e ainda demos sorte, somente nos reservamos o passeio para aquela data, ou seja pagamos um tour em grupo e ganhamos um privativo. No caminho fomos conversando com a guia, matando curiosidade e descobrindo coisas muito legais sobre a região, informações sobre o clima, a cultura e costumes.. Também fizemos inúmeras perguntas sobre os riscos de se morar perto de um vulcão.

Chegamos no vulcão Osorno e  recebemos a notícia que um dos teleféricos que levam para o vulcão estava parado e não poderíamos chegar a parte mais alta da caminhada. Como estávamos com hora marcada e dependíamos da guia, subimos mesmo assim, mas chegando no ponto de troca do primeiro para o segundo teleférico, tivemos um grata surpresa, o teleférico estava funcionando. Explicamos ao responsável que não tínhamos pago a subida dos dois pois o rapaz da cobrança havia informado que o segundo teleférico não funcionaria naquela hora e ele nos deixou subir, só pediu para que efetuássemos o pagamento na volta.

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Chegando lá em cima, demos conta que nossa #gopro simplesmente estava sem bateria, o que foi muito frustrante, pois estávamos em cima de um teleférico e seria perfeito tirar fotos com ela, mas tudo bem, tiramos nossas fotos como deu, conhecemos o Vulcão Osorno de pertinho e descemos.

Já no hotel resolvemos parar no restaurante do hotel para comer algo e descansar, estávamos tomando um chocolate quente quando percebemos uma estranha movimentação na varanda do restaurante, olhamos pela janela e vimos uma fumaça saindo de um outro vulcão dos arredores da cidade, os funcionários do hotel estavam animados e tirando diversas fotos. Partimos em direção a um deles e perguntamos se aquela situação era normal, ele disse que não, que fazia aproximadamente 60 anos que o Vulcão Calbuco não entrava em erupção, só ai nos demos conta do acontecimento, estávamos realmente presenciando a erupção de um vulcão. Uma mistura de estase e animação tomou conta da gente, tiramos fotos do vulcão, mandamos para nossos parentes e amigos no Brasil, mas depois paramos e caiu a ficha da gravidade da situação tanto para a cidade, quanto para gente, afinal teríamos que pegar um voo no dia seguinte, e provavelmente o mesmo seria cancelado.

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Fomos dormir acompanhando as noticias dos jornais e escutando o barulho das sirenes dos carros de policias e ambulância, nesse momento toda a animação já não existia mais e sim o pensamento, “o que vamos fazer agora?“. O único sentimento era o de preocupação, não sabíamos se pegaríamos o voo, e o nosso próximo destino era a patagônia chilena, que estava passando por uma semana de chuvas intensas (em uma semana já havia chovido mais que para um mês). No meio da noite acordo com e escuto gritos e mais sirenes, fiquei na dúvida de levantar e olhar o que era, correndo o risco de acordar a Vanessa, ou dormir e torcer para não ficarmos abandonados naquele hotel, haha (nessas horas a gente pensa de tudo!).

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Acordamos no dia seguinte e tivemos o primeiro alivio, ainda existia gente no hotel, a cidade não foi abandonada e o guia que nos levaria até ao aeroporto estava a nossa espera, porem ele não veio nos buscar, veio dar a noticia de que todos os voos foram cancelados e que deveríamos nos dirigir até ao escritório da cia área para resolver nossa situação.

Fomos na agência e depois de muito esperar conseguimos falar com a atendente, ela disse que o nosso dinheiro seria reembolsado, porém não poderia reembolsar o voo para a Patagônia, mas decidimos que naquele momento não valia pena arriscar pegar um ônibus para Patagônia chuvosa, correndo o risco de não ter voo de volta para Santiago posteriormente, o que consequentemente atrapalharia nossa volta para o Brasil.

Então, nossa melhor opção foi comprar uma passagem de ônibus para Santiago (12 horas de viagem pela madrugada). Por sorte, conseguimos cancelar a hospedagem da Patagônia sem maiores problemas, afinal, não era culpa nossa o Vulcão ter entrado em Erupção, haha e conseguimos nos hospedar aonde estávamos antes de ir para Puerto Varas.

Mas, olhando o lado positivo, não conseguimos conhecer a Patagônia Chilena, mas conseguimos ir na Cordilheira dos Andes (que sim, tínhamos deixado fora do roteiro antes). As coisas sempre são como tem que ser … Mas Patagônia, não desistimos de você não, heim!

Victor & Vanessa. 

Leia também:
Puerto Varas: feito cartão postal
O que fazer em Santiago do Chile?

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12 comentários em “Perrengues de viagens: PUERTO VARAS, CHILE

  1. Os imprevistos fazem parte de qualquer viagem. Essa é a grande diferença entre gosta de viajar dos turistas profissionais que gostam apenas de visitar hotéis e restaurantes no Brasil e exterior. Não fosse esse imprevisto, nunca teriam presenciado a erupção de um vulcão.

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