Cusco: explorando o berço Inca

Há 3.400 metros acima do nível do mar, encontramos Cusco, uma cidade muito fofinha que com certeza ganha o coração de seus visitantes. A cidade era o centro administrativo e cultural do Império Inca, onde infelizmente a maioria dos edifícios originais foram destruídos pelos espanhóis, com apoio da Igreja e, hoje em dia, o que vemos é uma mistura de arquitetura espanhola e com influência dos incas.

Para quem vai à Machupicchu (principal destino dos turistas) não pode deixar de conhecer Cusco. Nós escolhemos ficar 07 dias por lá e achamos que foi um tempo bom de estadia, considerando que tem diversas opções de passeios e para todos os gostos. Bora conferir?

Quem chega em Cusco no primeiro dia é muito importante reservá-lo para descansar, comer coisas leves e não fazer muito esforço físico a fim de evitar o soroche, que geralmente são fortes dores de cabeça, enjoo e cansaço devido a falta de oxigênio. Tendo isso em mente, os outros dias vocês tirarão de letra! Claro que o soroche não acontece com todos, nós mesmo não nos sentimos mal em nenhum momento, talvez um pouco de cansaço e falta de ar, mas de resto, tiramos de letra rs!

Escolhemos o mês de junho para essa viagem, justamente por ser o inverno peruano e seu clima ser seco, não tendo chances de chuvas para estragar o passeio. De manhã e à noite fazia bastante frio, chegamos a pegar -1ºC, portanto, levem uma boa roupa de frio para aquecer, quem for nesta época. Mas durante o dia, era quentinho, às vezes fazia bastante calor.

O QUE FIZEMOS EM CUSCO?

Cusco é uma cidade ótima para caminhar, pois tudo acontece ao redor da Plaza de Armas (Praça Principal), portanto, reserve o segundo dia para comprar o Boleto dos Parques e andar bastante pelos arredores, conhecendo um pouco do comércio artesanal deles que com certeza é o que mais você vai ver e escutar! Fizemos o seguinte itinerário:

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A: Mercado de San Pedro e Catedral: É o mercado central da cidade, aonde você encontra de tudo entre comidas e artesanatos, por um preço muito mais baixo. O local não é dos mais limpos e bonitos, mas é interessante, pois você acaba ficando mais perto dos costumes cusquenhos, como por exemplo, um porquinho da índia inteiro pronto para ser comido. E saindo do mercado, vocês encontram mais algumas feirinhas de artesanato e a catedral de San Pedro, que fomos lá dar uma espiadinha rápida antes de seguir o trajeto.

B: Plaza San Francisco: Descendo toda Calle Santa Clara, chegamos na plaza San Francisco, que tem a Catedral de San Francisco, e é uma praça bem simples, sem tantos atrativos, apenas no dia estava rolando algum dia festival com várias barraquinhas de comidas típicas deles, mas confesso que olhando para elas não deu nenhuma vontade de experimentar, haha.

C: Plaza de Regocijo: Depois da Plaza de Armas, foi a praça que achei mais botinha. Ela fica do lado da principal, super vale da uma passadinha por lá para olhar suas árvores, seu chafariz e sentar em seus banquinhos para apreciar a vista. No dia estava tendo a preparação de alguns grupos que iam se apresentar na plaza de Armas para a Festa do Sol.

D: Plaza de Armas: Chegamos à praça principal que é aonde encontramos a Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus referência do estilo barraco na América colonial). No centro da Praça vemos também um monumento do mais importante Imperador Inca, responsável pela expansão do império na América do Sul: Pachacutec.

E: Pedra dos 12 Ângulos: Já a caminho do Bairro de San Blás, passamos pela famosa pedra que tem seus 12 ângulos em perfeito encaixe com as outras pedras, retratando como a técnica inca era perfeita.

F: Bairro de San Blás: Com certeza o mais pitoresco de Cusco, com suas ladeiras e arquiteturas, é ótimo para uma boa caminhada, onde encontramos diversas lojinhas de artesanatos e restaurantes. Chegamos até a praça principal bairro.

G: Qorikancha: Por fim, deixamos para visitar o templo mais importante do império Inca, dedicado ao Deus do Sol. Hoje em dia, ele ainda traz algumas sobras das ruínas incas e funciona como Convento de Santo Domingo e Igreja. Tem um pátio lindo nos fundos, com uma bela vista!

Aproveitamos que a visita ao Valle del Sur e Maras & Moray tinham duração apenas de meio período e deixamos para conhecer, após os respectivos passeios, o Monastério de Santa Catalina e o Cristo Blanco, que tem uma vista linda da cidade!

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O QUE CONHECEMOS A PARTIR DE CUSCO?

Todos os passeios que falei acima, vocês podem tranquilamente separar um dia para caminhar e conhecer cada um desses cantinhos em Cusco. Mas não para por aí, de lá da para fazer vários passeios imperdíveis, como o famoso Machupicchu. Esses outros passeios são necessários reservar um dia inteiro, pois são mais distantes, por isso o ideal é que você separe pelo menos 5 dias para Cusco e assim, aproveitar o máximo possível.

Os passeios que escolhemos:

1. PISAC E OLLANTAYTAMBO

Ruínas de Pisac: 2º sítio arqueológico mais importante do império. Sua construção tem total harmonia com a natureza, remetendo a trilogia inca (puma, condor e serpente), destacando-se pelo cemitério feitos por buracos nas montanhas, onde eram depositados os corpos, além de templos e espaço para os rituais religiosos.

Ollantaytambo: única cidade da Era Inca que ainda continua habitada por um pequeno povoado. O sítio não estava finalizado na época da colonização espanhola, mas encontramos diversas obras incas, escadas com degraus gigantes e outros comuns, subidas ingrimes. Está 2.192 metros acima do nível do mar e é considerando um dos maiores complexos arquitetônicos do Peru.

2. HUAYANAPICCHU & MACHUPICCHU

Optamos começar por Huayanapicchu (Montanha Nova na língua quéchua). Compramos nossos ingressos com bastante antecedência e fomos no primeiro grupo de 07am às 08am. Para quem não é tão acostumado com trilhas, é uma aventura bem audaciosa com duração média de 04 horas (subida + descida), afinal são 2.720 metros acima do nível do mar, com muita subida ingrime e escadas, sendo que tínhamos que estar de volta às 10am para subida do próximo grupo de modo que não interferisse no controle da entrada. Aliás, quem tem medo de altura é um super desafio de superação, rs. Mas vale a pena, não é a toa que são ingressos tão concorridos. A vista lá de cima de Machupicchu faz com que todo esforço seja compensado.

Às 9:55am estávamos de volta à Machupicchu, aproveitamos para descansar, beber bastante água pois, às 12pm iniciaríamos o tour pelas ruínas incas com nosso guia. Nós contratamos o guia em Cusco junto com o passeio ao Valle Sagrado (Pisac e Ollantaytambo) e custou 25 soles. O preço é relativo, ouvimos muito que os guias contratados em Cusco seriam mais baratos que os de lá, porém enquanto estávamos aguardando o nosso guia vimos alguns cobrando 20 soles, outros 25 soles também para visita guiada não privativa.

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Machupicchu (Montanha Velha em quéchua) foi es olhida pelos incas, pois além das montanhas e dos povos serem considerados sagrados, seus 2.400 metros acima do nível do mar, ajudavam no estudo da astronomia.

A cidade foi fundada por Pachacutéc, o nono imperador do povo Inca e foi abandonada 50 anos após o início das construções. Pesquisadores acreditam que o ano de 1493 tenha sido o último ano em que o local foi habitado, sendo que os espanhóis só chegaram à cidade muitos anos após o início da colonização.

Encontramos em Machupicchu um conjunto de construções de pedras em ruínas, construídas sob grande conhecimento arquitetônico e tecnológico dos incas. São casas, templos, aquedutos, praças e degraus (terraços em que os incas praticavam agricultura).

3. MARAS, MORAY & CHINCHERO

Um passeio curtinho, que dura apenas meio período e que muitos acabam nem fazendo. O tour começa com uma parada em Chinchero, aonde visitamos uma lojinha de artesanato, em que as moças explicam todo processo de produção dos casacos (super tradicionais tricot do Peru) e depois temos um tempo livre para comprar algo, caso queira – achamos o preço muito maior que em Cusco e sem variedade, não valia pena.

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De lá, seguimos caminhos para as Salinas de Maras. São enormes extensões de sal fundidas com águas altamente salgadas, onde o fluxo é direcionado para um sistema de pequenos canais em que a água corre para baixo gradualmente e para as várias centenas de pequenas lagoas em forma de escadas.

A água que evapora dos lagos aquecido pelo sol se torna altamente concentrada de sal, que se acumula no fundo. A partir daí eles fecham o fluxo de água e aguardam alguns dias para recolherem o sal.

Nossa última parada é em Moray. Suas ruínas eram considerada uma espécie de estação de desenvolvimento agrícola, onde os incas testavam sementes, o solo e as colheitas. Cada nível teria seu próprio microclima.

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4. TIPÓN, PIKILLACTA & ANDAHUAYLILLAS

O passeio para o Valle del Sur também é composto apenas por meio período, saindo às 9h, às 15h já estávamos de volta à Cusco. A primeira parada é em Tipón, onde vemos a eficiência de seu canal de irrigação, pois funcionam perfeitamente até hoje, entretanto, é um sítio arqueológico bem parecido com os demais vistos, mas é menos famoso entre os turistas, portanto costuma estar mais vazio.

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Pikillacta foi nossa segunda parada e foi um dos que mais gostamos, pois acaba sendo mais diferente. As ruínas não são tão bem conservadas, são grandes paredões de pedras e argila, o acesso é mais difícil e vemos um enorme muro que protegia o local. É uma verdadeira cidade fantasma, mas que tem um charme muito especial, adoramos!

O passeio termina após visitarmos uma “padaria” com pão gigante e redondo, rs. Eles param para gente experimentar e quem quiser comprar. Era até gostoso, mas grande demais para colocar na mala, rsrs. E por fim, paramos em Andahualillas, uma cidadezinha que tem como atração uma Catedral. Quem quisesse visitar, poderia pagar 15 soles, para aqueles que não quisesse, a outra opção seria um mini museu, onde provamos chincha morada antes e pagamos apenas 2 soles para entrar (já deu para perceber que escolhemos essa opção, né? rsrs).

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É isso pessoal, finalmente saiu esse post sobre Cusco! Está bem completinho, mas caso tenham alguma dúvida, fala com a gente! Esperamos que tenham gostado!

Victor & Vanessa.

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7 comentários em “Cusco: explorando o berço Inca

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