Intercâmbio no Canadá: Vale a pena?

Em 2011 tive a oportunidade de realizar meu primeiro e único intercâmbio, com uma amiga. Um sonho antigo e na época, eu tinha 20 anos. Sempre digo a todos, o quanto é uma experiência incrível e rica: você aprende tanto, conhece pessoas, culturas, lugares que com certeza nunca mais sairão da sua mente. Pergunte a um intercambista se ele gostou da sua experiência, aposto com você como a resposta será “SIM” – Eu pelo menos nunca conheci alguém que não tivesse achado no mínimo, perfeito.

Quando começamos a procurar, confesso que o primeiro destino que veio na minha cabeça foi Austrália, outro sonho antigo. Sempre tive vontade de conhecer esse país e poder morar nele seria mais que perfeito. Porém, o custo era alto e o inglês é um pouco diferente do que estava habituada, foi assim que minha amiga me convenceu a irmos para o Canadá em pleno frio canadense. Ressalva: embora tenha sido mais barato que a Austrália, o Canadá tem um custo de vida relativamente alto, ainda mais comparado aos EUA, mas ainda sim, você encontra ótimas promoções e preços justos. Sua moeda é dólar canadense.

Chegamos ao Canadá no início de dezembro (que frio!). Primeira vez que eu pegava uma temperatura tão baixa e seria a primeira vez que eu veria neve. Decidimos que iríamos ficar 2 meses e 1 semana (período das nossas férias de faculdade), sendo 1 mês e 1 semana em Vancouver e o outro mês em Toronto.

A AGÊNCIA

Fechamos nosso pacote com a empresa IE Intercâmbio: colégio, dormitório e material escolar. O aéreo era à parte. A escola KGIC – King George International College, onde teríamos aulas de inglês de segunda à quinta, de 09h às 15h e às sextas terminava às 13h. Escolhemos o dormitório à casa de família, pois queríamos ter mais liberdade. Embora, muitos acabem gostando da sua família, existe a possibilidade de não se adaptar, de ter determinadas regras, enfim, coisa que não queríamos na época.

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Em relação a IE Intercâmbio, gostei muito do suporte. Embora não tivesse sede no país, ocorreu tudo conforme esperávamos, com serviço bem organizado e preço mais em conta que achei na época – Como já fui há muito tempo atrás, não falarei de valores pois muita coisa mudou, a começar pelo dólar canadense que na época paguei apenas CAD$ 1,60, muita diferença, né? – Eles deram também uma mochila, com um kit, contendo impresso passagem, checklist, hospedagem, confirmação da escola, ou seja, tudo de maneira muito detalhada, com os endereços e contatos para não ter erro.

O VISTO

Abriu um Consulado Canadense no Rio de Janeiro (fica lá Barra da Tijuca) justamente no período que eu ia tirar meu visto, fazendo com que eu não precisasse de despachante. O visto fornecido era de estudante e tinha duração de três meses.

—  Boa notícia! Agora o visto canadense se tornou mais fácil para alguns brasileiros, são eles: aqueles que já tiveram um visto canadense nos últimos 10 anos ou que tenham um visto de turista americano válido. Mas, ao invés de solicitar um visto, terão que preencher uma ETA (eletronic Travel Authorization) requisitando a entrada no País.

MINHAS IMPRESSÕES SOBRE O CANADÁ

Não tem como falar no Canadá e não abrir um sorriso, esse país me cativou muito. Só consigo pensar em coisas boas quando falo sobre ele. E o que é mais engraçado, é que o Canadá não costuma ser um país no top list de viagens das pessoas, mas todo mundo que vai quer voltar.

De Vancouver para o Brasil tem uma diferença de 6 horas a menos, enquanto que em Toronto, uma diferença de 4 horas. No início da viagem esse fuso deixa qualquer um louco, até se acostumar são algumas noites sem dormir direito. Em relação ao frio, uma hora você acostuma também. Nos meus primeiros dias eu chegava a sair com quatro calças, três casacos, fora luva, cachecol, touca e no decorrer da viagem, já não estava mais usando isso tudo, é um processo natural, além disso, todos os locais fechados são aquecidos, até demais, e quando você entra com muita roupa morre de calor.

Vancouver, ou Raincouver, chove mais do que neva, enquanto em Toronto, era neve que não acabava mais. Para ajudar a aguentar esse frio, além de toda sua estrutura ótima de calefação, o Canadá conta diversas lojas de café, como o famoso Starbucks, mas nada se compara ao Tim Hortons, uma rede de café canadense, que em minha opinião, ganha de todas, além de ser uma delícia, o preço era bem mais em conta.

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O Canadá é um país que tem uma estrutura completa, tudo funciona. Nos dois meses que estive lá não presenciei trânsito, roubos, os ônibus paravam no horário certinho, as pessoas respeitam, sabe? Não to dizendo que não exista, mas não é algo tão visível quanto no Brasil, não é a toa que as cidades canadenses como Vancouver, Toronto, Calgaray, estão sempre entre as Top 10 melhores cidades para se morar. Vancouver, inclusive, já foi considerada a melhor por diversas vezes.

Falando em transporte, o Canadá tem uma rede de transporte muito eficiente, seja rodoviário, ferroviário ou marítimo. Nesses dois meses dependi basicamente de transporte público e conseguia fazer praticamente tudo da minha rotina de ônibus ou metrô. Em Vancouver é o skytrain, um metrô que passa por cima da cidade e conta com três linhas: Expo Line, a Millennium Line e a Canada Line, enquanto que em Toronto é o tradicional subway, com diversas linhas que ligam a cidade, atrelado com o streetcar e ônibus forma-se o TTC (Toronto Transit Commission), o transporte público da cidade.

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Outra coisa interessante é que eu vi muito pouco canadense por lá. As cidades principais são tomadas de estrangeiros, especialmente árabes, chineses, coreanos e japoneses. Pelo que me explicaram, os canadenses costumam morar em cidades mais afastadas, no interior mesmo.

O INTERCÂMBIO

O inglês canadense é bem próximo do americano. Estar lá, mesmo que apenas dois meses, foi ótimo para melhorar meu inglês, afinal você tem que se virar em tudo na língua. Depois de um tempo você consegue ir se soltando mais e aperfeiçoando cada vez mais a maneira que você fala, mas quem puder ficar de 6 meses a 1 ano, fique, a diferença será gritante. Tinha muito brasileiro, porém tinha bastante asiático, árabe, turco, mexicano…, como eu disse, ou seja, era muito tranquilo você fugir do português se quisesse.

Fiquei na mesma escola (KGIC) nas duas cidades e gostei bastante da metodologia deles, porém, confesso que preferi um pouco mais a de Vancouver, talvez por causa dos professores. Eu escolhi o curso básico com Grammar, Listening, Reading e Writing. Existem outros programas oferecidos pela escola que você pode encontrar nos site deles. No primeiro dia é feito um teste escrito e oral onde eles conseguem ter uma noção de qual nível será melhor para você.

Como expliquei, escolhemos o dormitório que é oferecido pela escola. Portanto, somente para quem era estudante da KGIC. Era uma maneira de você conhecer ainda mais as pessoas que estavam com você no dia a dia. Nos dormitórios, você paga um pouco mais barato, porém qualquer tipo de alimentação é por sua conta e uma vez por semana, era o dia da faxina, em que todos se reuniam em um determinado horário para limpar um cômodo sorteado.

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O que posso confirmar para vocês é que tudo valeu muito a pena. Cada intercambio é único e sim, repito, todos deveriam ter a oportunidade de fazê-lo. Claro que existe parte ruins, como por exemplo a saudade de casa, você ter que se virar em exatamente tudo e as diferenças culturais, mas são experiências que te fazem crescer e evoluir muito como pessoa e que com certeza se tornarão menores do que a vantagem de você se arriscar um tempo fora da sua zona de conforto! 😉

OBSERVAÇÃO: Quem busca trabalhar durante o intercâmbio, no Canadá não existe mais o Work Experience, ou seja, então não é mais permitido legalmente trabalhar quando se está fazendo curso de idiomas. Para aplicar o visto de trabalho somente se forem fazer uma faculdade, pós-graduação ou determinados cursos técnicos que estejam de acordo com as normas aplicadas pelo Governo e mesmo assim, só é permitido trabalhar 20 horas semanais. Quem quiser saber mais sobre, basta acessar o site do Consulado Canadense que tem todas as informações completas  sobre trabalho, imigração, visto, etc >> AQUI!

Esse ano teremos muitas novidades sobre intercâmbio no blog e nada mais justo, do que iniciar com essa nostalgia (pra mim) sobre meu intercâmbio! Continuem conferindo tudo por aqui e quem tiver mais dicas e experiências, não deixe de nos contar 🙂

Até a próxima!

Bjs, Vanessa. 

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6 comentários em “Intercâmbio no Canadá: Vale a pena?

  1. Muito legal compartilhar sua experiência com a gente. Tenho um amigo programando o intercâmbio para Janeiro/2018, e já encaminhei pra ele 🙂 Espero que consiga ir para a Austrália, realizar mais esse sonho, e adquirir mais experiência de lugares tão distantes do nosso.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Jamile, Ah que fofa! Muito obrigada pelo carinho!
      E sim, eu vou conseguir realizar esse sonho. Eu e Victor estamos indo em Agosto para Austrália, ficar 1 ano e meio por lá :DD; Quando tiver mais perto, vamos compartilhar todas as dicas aqui no blog!!

      Grande beijo e volte sempre ❤

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